Um repórter do Wall Street Journal teve que deixar o território chinês em 30 de agosto, depois que lhe foi negada a renovação de suas credenciais, informou o mesmo meio.

Este é o jornalista Chun Han Wong, que informou em julho que as forças de segurança e serviços de inteligência australianos estavam investigando as atividades de Ming Chai, um dos primos do presidente Xi Jinping. O artigo foi escrito com a colaboração de seu colega Philip Wen.

Chai estaria envolvido em uma investigação mais ampla sobre crime organizado, lavagem de dinheiro e suposta influência chinesa, de acordo com a mídia Hong Kong Free Press.

Em relação a essas acusações, Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do regime chinês disse: “Não sei onde esses jornalistas vão desenterrar essa sujeira”, rejeitando as queixas contra o parente do presidente Xi Jinping.

Por seu lado, o regime chinês disse que jornalistas que atacam a China “não são bem-vindos”, referindo-se à negação da credencial de imprensa de Chai, segundo o HKFP.

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Da mesma forma, o Clube de Correspondentes Estrangeiros da China (FCCC) declarou em seu relatório anual para o ano de 2018 que 55% dos correspondentes estrangeiros dizem que as condições de informação na China se deterioraram no ano passado.

Além disso, o mesmo relatório contempla que 96% disseram ter sido visivelmente seguidos; 79% dos entrevistados disseram que foram coagidos pelas autoridades a eliminar o material relatado, entre outros abusos e interferências.

Os dados foram fornecidos por uma pesquisa realizada em dezembro entre 204 correspondentes em Pequim, 109 dos quais representavam meios de comunicação em 31 países e regiões.

José Ignacio Hermosa – BLes 

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