Quando Confúcio estava viajando por muitas regiões da China, ele ficou sem comida nas áreas de Chen e Cai. Ainda que enfrentasse tais dificuldades, ele ainda cantava, tocava e compunha músicas.

Seu aluno, Zi Lu, perguntou-lhe: “O senhor ainda canta mesmo sob tais circunstâncias. Isso é um requisito para ser educado e respeitoso?” Confúcio não respondeu até que tivesse terminado a música: “Zi Lu, sob tais circunstâncias, uma pessoa nobre toca música para eliminar sua arrogância, enquanto uma pessoa má toca música para eliminar seu medo. Você está me seguindo sem realmente me conhecer?” Confúcio deu-lhe um escudo e pediu-lhe para dançar usando-o como um adereço. Depois de dançar três músicas, Zi Lu se acalmou.

Outro aluno, Zi Gong, perguntou a Confúcio: “Seu caminho de cultivo alcança um nível muito alto. É por isso que não é fácil para as pessoas comuns aceitarem. Você pode diminuir um pouco seu padrão?” Confúcio respondeu: “Zi Gong, um bom fazendeiro é bom em plantar, mas isso não garante que ele tenha uma boa colheita. Um bom artesão pode fazer um excelente trabalho, mas nem todo mundo ficará satisfeito com sua arte. Um homem nobre promove a justiça e espera que todas as pessoas sigam o caminho certo e os princípios celestiais. Como ele pode diminuir o seu padrão para agradar as pessoas mundanas? Se você desistir de seu caminho reto e se preocupar em ser aceito por todos, isso mostrará que seu objetivo não é de longa duração, nem elevado”.

Então, outro aluno, Yan Hui perguntou a Confúcio: “Seu caminho de cultivo alcança um nível muito elevado. É por isso que não é fácil para as pessoas comuns aceitarem. Apesar disso, o senhor ainda tenta ao máximo promover o caminho mais justo e salvar as pessoas com compaixão e virtude. Embora o senhor encontre dificuldades e algumas pessoas não possam aceitá-lo devido à sua inveja, isso não afeta o seu caminho. É exatamente por isso que o caminho reto é precioso. Somente um homem nobre pode permanecer imóvel em todas as circunstâncias. É vergonha nossa se não nos cultivemos por um caminho justo. É a vergonha deles se promovermos um caminho justo e as pessoas não aceitarem isso.” Confúcio disse, em tom de aprovação: “É maravilhoso que você tenha essa percepção”.

Naquele momento, a brisa trouxe uma fragrância de flores. Confúcio seguiu a fragrância e encontrou um campo de orquídeas azuis em um vale profundo. Elas eram lindas e elegantes. Elas cresciam ali desconhecidas para qualquer pessoa, mas sua fragrância ainda transbordava no vento. Confúcio disse aos seus alunos: “As orquídeas azuis vivem num vale profundo. Elas não deixam de espalhar sua fragrância só porque ninguém as sente. Elas não mudam sua natureza sob nenhuma circunstância. Elas são justas, fortes e puras. Elas são verdadeiramente nobres!” Ele então escreveu um artigo “Louvando as orquídeas” e compôs uma música para acompanhá-lo. Seus alunos ficaram inspirados. Confúcio continuou: “O princípio de acolher a adversidade é como o processo de transitar do inverno frio para a primavera quente. Somente uma pessoa com virtude pode entender isso. Outros não podem compreendê-la.” Zi Gong indagou: “Por que algumas pessoas não entendem isso?” Confúcio respondeu: “As pessoas que não têm objetivos são míopes. Elas não acreditam em nada a não ser no que possam ver com seus próprios olhos. No entanto, aquelas que têm virtude e objetivos nobres não serão movidas pelo ambiente, pois elas têm princípios em seus corações. Portanto, elas são perspicazes e sábias. Muitas vezes elas usam a adversidade a seu favor”. Seus alunos se sentiram incentivados e no dia seguinte seu problema de falta de comida foi resolvido.

Confúcio seguiu persistentemente seus princípios ao longo de sua vida. Ele promoveu “seguir os princípios celestiais e os caminhos justos, e governar com compaixão”, “fazer seu maior esforço para seguir a vontade de Deus”. Um ser humano nobre tem determinação e acredita firmemente no que faz. Humanos nobres têm objetivos nobres e ousam salvaguardar a verdade, assumir responsabilidades sociais e cumprir uma missão. Eles despertarão muitas pessoas com sua compaixão.

Fonte: Minghui.org

Categorias: Cultura

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