Confúcio, chamado Qiu e também conhecido como Zhong Ni, residiu no reino de Lu (hoje conhecido como Condado de QuFu na província de Shandong). Ele foi um grande educador, homem do Estado e pensador. Fundou o confucionismo para administrar assuntos do mundo e enriquecer a vida das pessoas. Tomou isso como sua missão para promover a moralidade e um governo desinteressado, e sua aspiração declarada se manteve inalterável durante numerosas tribulações. Sua busca da verdade e um ideal, um caráter íntegro, sua retidão, bondade, modéstia, decoro, sua lealdade com o país e preocupação pelo povo, tocaram profundamente seus estudantes e gerações futuras. O que se segue são alguns contos de como Confúcio guiou seus estudantes para se tornarem cavalheiros.

Cavalheiros consideram a virtude como o jade

Uma vez Zi Gong buscou conselho de Confúcio: “Professor, posso tomar a liberdade de perguntar por que um cavalheiro considera o jade mais precioso que as pedras preciosas? É porque o jade é mais raro?”

Confúcio respondeu: “O jade é precioso não porque é mais raro, mas porque a qualidade do jade corresponde à virtude de um cavalheiro. Corresponde a virtudes como a benevolência, sabedoria, retidão, decoro, lealdade e confiabilidade, as quais também correspondem às formas do Céu e Terra [Universo]. O jade é brando e suave, assim como a benevolência de um cavalheiro. O jade tem uma fina textura ainda que seja sólido, assim como a sabedoria de um cavalheiro – sua cuidadosa, meticulosa e completa forma de lidar com as coisas. Ainda que o jade tenha gumes e pontas, não é afiado e não vai ferir os outros, assemelhando-se ao sentido de justiça e retidão de um cavalheiro. Quando o jade é pendurado, simboliza a polidez e prudência de um cavalheiro. Quando golpeado libera um som claro e animado, similar à natureza da música. Ainda que o jade seja belo, suas manchas também são óbvias, mas não obscurecem seus méritos, assim como a lealdade de um cavalheiro, que não tem inclinações e não necessita se ocultar. Além disso, a cor do jade pode ser vista de todos os ângulos. Justo como a confiabilidade de um cavalheiro, uma vez que sua forma de se comportar é consistente com suas palavras. Inclusive em um quarto escuro, ele é de confiança e não engana ninguém. O jade é como o cristal, brilhante e translúcido como um suave arco-íris, como as brancas nuvens que harmonizam o céu, e corresponde aos princípios celestiais. O espírito do jade pode ser visto na paisagem, como ‘quando o jade está em uma piscina profunda, faz do rio um deleite. Quando o jade repousa em uma montanha, faz o capim ser abundante’. Esteja onde estiver, seguramente terá um efeito, assim como a nobre forma de ser de um cavalheiro que pode harmonizar uma infinidade de coisas e beneficiar uma área inteira. Em lugar algum as pessoas deixariam de apreciar o jade, e isso é porque as pessoas respeitam e admiram a virtude de um cavalheiro. As nobres virtudes são a manifestação dos princípios celestiais.”

Um cavalheiro compreende os princípios

Uma vez Zi Lu procurou Confúcio para pedir-lhe um conselho: “Professor, os cavalheiros também têm suas preocupações?”.

Confúcio respondeu: “Não, um cavalheiro cultiva a si mesmo e entende a virtude. No curso dos seus estudos se enfocará no Tao e frequentemente se iluminará a certos princípios naquele nível. Quando ele pessoalmente valida os ensinamentos dos santos e sábios, ganha um conhecimento mais profundo dos princípios e os aplica de forma benevolente e com habilidade em sua vida, como considere apropriado. Logo, o cavalheiro é alguém que compreende o verdadeiro significado da vida e desfruta de uma vida de felicidade. Não terá interesses pessoais, particulares em sua mente. As preocupações de um cavalheiro não são preocupações de fama e ganho pessoal, mas são preocupações sobre o mundo inteiro. O que carrega nos ombros é responsabilidade e consideração pelos outros, uma manifestação de um reino desinteressado e altruísta. Aqueles que não prestam atenção em cultivar a moral não são assim. Quando não obtém os interesses pessoais que buscam, se preocupam. Depois de obtê-los, se preocupam em não perdê-los. Preocupam-se sobre ganhar e perder em tudo, portanto, vivem em constante preocupação e medo e não têm um dia de descanso e felicidade.”

A cultura tradicional chinesa sempre enfatizou a moralidade. Apenas quando as pessoas reverenciam a moralidade é que podem elevar seu reino ideológico. Cavalheiros seguem princípios celestiais e seguem os ensinamentos dos santos e sábios como guias de conduta. Cavalheiros apoiam a moralidade o tempo todo e não se atolam nas forças obscuras da sociedade. Cavalheiros podem aceitar os outros devido à magnânima amplitude de suas mentes, despertar pensamentos bons nas mentes das pessoas, e afetar as pessoas em todos os locais com um coração puro e compassivo.

Fonte: Minghui.org

Categorias: Cultura

Vídeo em destaque

Ad will display in 09 seconds