A Agência Espacial Européia, ESA, pela sigla em inglês, divulgou imagens que evidenciam que, provavelmente bilhões de anos atrás, ao longo da superfície de Marte, correram grandes rios que se juntaram, tornando o planeta quente e úmido.

As imagens foram enviadas pela sonda Mars Express e mostram os traços profundos da rede de rios, agora secos, que percorriam os vales meridionais, a leste da cratera Huygens, e ao norte de Hellas, a maior cratera de impacto do planeta vermelho.

Encuentran evidencias de que los vastos ríos de Marte fluían en forma de árbol
Marcas deixadas pela rede fluvial de Marte.

Essas áreas de Marte são datadas entre 3,5 e 4 bilhões de anos atrás, o que as coloca entre as mais antigas e profusas das crateras, além de mostrar muitos traços do fluxo de água.

A conformação característica dos rios recebe o nome de dendrítico, isto é, seu padrão é semelhante ao que segue os ramos de uma árvore.

vastos ríos de Marte fluían en forma de árbol
As marcas secas deixadas pelo fluxo de água.

Na Terra, esta forma é bem conhecida e um exemplo disso é o rio Yarlung Tsanpo, que nasce no Tibete e atravessa a China, a Índia e o Bangladesh.

Da mesma forma, é sabido que as correntes continuaram de norte a sul, e passaram a criar vales de até 2 quilômetros de largura e 200 metros de profundidade, presumivelmente com a ajuda de grandes quantidades de chuva.

Finalmente, chegamos a compor um cenário em que o ambiente marciano deve ter sido muito mais quente e úmido do que o atual panorama frio e desolado sugere.

José Ignacio Hermosa – BLes

Categorias: Ciência

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