Redação Bles – Especialistas em dermatologia alertaram que o uso de esmaltes permanentes pode estar relacionado ao aumento de reações alérgicas na pele.

Esmaltes permanentes, unhas postiças, gel ou extensões são algumas opções estéticas que vêm ganhando popularidade, no entanto, esses produtos também têm suas contra-indicações e seu uso indevido está levando a um aumento na preocupação do setor estético.

Estes produtos contêm acrilatos UV, que são derivados de petróleo. Em declarações ao jornal El País, Elena Gatica, integrante do Grupo Espanhol de Investigação de Dermatite de Contato e Alergia Cutânea da AEDV, afirmou:

“Os acrilatos são materiais extremamente versáteis e têm inúmeras aplicações (…) No entanto, infelizmente, são também substâncias capazes de criar reações com alta freqüência (…) seu uso deve ser reservado para alguns fins muito específicos e bem justificados “.

O fato de esses produtos conterem acrilatos não é a causa do alarme, uma vez que esses componentes também são utilizados em obturações, no cimento de próteses ortopédicas, emplastros, adesivos cirúrgicos, lentes de contato, etc. Os  especialistas  indicam que a questão é que “o setor estético não está fazendo bom uso de acrilatos”.

Diante dos sintomas, Tatiana Sanz, especialista que também faz parte da AEDV, disse na mesma mídia que é necessário “iniciar uma investigação para detectar a fonte das reações e os produtos que podem contê-la”. A identificação permite “informar o paciente e evitar o contato com o alérgeno e aqueles associados a uma reação cruzada”.

Sobre como lidar com casos relacionados ao uso de produtos que contenham esse componente, Antonia Pastor, outra especialista em dermatologia, aponta que como parte da solução “o tratamento básico em casos de dermatite alérgica  é evitar contato exposto ao alérgeno “.

Pastor diz que entre as medidas está a possibilidade de acessar “cursos de treinamento direcionados aos riscos ocupacionais” e “inspeções em estabelecimentos para monitorar o cumprimento de medidas de proteção”, juntamente com a documentação que credencia quem exerce o trabalho.

Os especialistas indicam que o risco de dermatite aumenta devido à falta de conhecimento e que, quando a pessoa está aplicando o produto, existe um risco maior de a pele entrar em contato com o esmalte fresco, fazendo com que a reação ocorra.

Segundo o jornal espanhol, diante da possibilidade de contato, especialistas indicam que primeiro deve ser identificado o tipo de dermatite, que é caracterizada pelo aparecimento de uma erupção cutânea muito pruriginosa localizada na área de contato com o agente, na forma de áreas vermelhas com pequenas vesículas, ou, na forma de áreas secas, fissuradas e descamativas.

Nota: O artigo foi escrito apenas para fins informativos e não pretende substituir a consulta com o seu médico.

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