A NASA compartilhou em 31 de dezembro as conquistas da sonda espacial OSIRIS-REx, que quebrou recordes de exploração espacial, a 110 milhões de quilômetros da Terra, entrando em órbita ao redor do asteroide Bennu pela primeira vez.

É oficial! Eu estou em órbita ao redor de #asteroid Bennu – agora o menor corpo já orbitado por uma nave espacial. Minha confortável viagem ao redor do asteróide também estabelece um novo recorde para a órbita mais próxima de um corpo planetário em qualquer espaçonave“, disse o tweet da missão espacial.

La sonda espacial OSIRIS-REx entra en órbita alrededor de un asteroide y registra otros récords

Bennu entra para a história como o menor objeto já orbitado por uma espaçonave, e Dante Lauretta, investigador principal do OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, em Tucson, relata alguns detalhes da odisséia e o que se segue.

“Entrar em órbita em torno de Bennu é uma conquista incrível que nossa equipe vem planejando há anos” e “com a campanha de navegação chegando ao fim, estamos ansiosos para o mapeamento científico e seleção de lugares de amostra da missão”, disse o cientista, segundo a Asteroid Missión Org.

La sonda OSIRIS-REx entra en órbita alrededor de un asteroide y registra otros récords
Imagens de Bennu, enviadas pela sonda OSIRIS-Rex.

Outra marca superada pela precisão do OSIRIS-REx, é a aproximação de apenas 1,75 quilômetros do corpo interestelar, já que o anterior foi de sete quilômetros, distância alcançada pela espaçonave Rosetta, do cometa 67P, em 2016.

Tal proximidade a Bennu era necessária para que sua gravidade, de apenas 5 milionésimos a da Terra, pudesse reter a sonda de investigação.

A gravidade de Bennu é tão pequena que forças como a radiação solar e a pressão térmica superficial de Bennu se tornam muito mais relevantes“, disse Dan Wibben, chefe de projeto de manobras e trajetória da OSIRIS-REx na KinetX Aerospace em Simi Valley, Califórnia.

A nave cercará o corpo planetário a uma velocidade que levará 62 horas em cada órbita.

Mike Moreau, gerente do sistema de dinâmica de vôo da OSIRIS-REx, que trabalha no Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Maryland, oferece outras especificações da missão.

O projeto de nossa órbita depende em grande parte das propriedades físicas de Bennu, como sua massa e campo gravitacional, que não sabíamos antes de chegar“, disse o Moreau, segundo a NASA, ao comentar que esses dados vão ajudar aperfeiçoar ainda mais as seguintes órbitas.

Esses dados são cruciais para o pouso programado para o ano de 2020, quando se tentará obter amostras do solo, que serão entregues à Terra no ano de 2023, depois de tiradas imagens de alta resolução para determinar o local ideal de descida da nave. que partiu em setembro de 2016.

José Ignacio Hermosa – BLes

Categorias: Ciência

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