Redação BLes – Um navio grego antigo que remonta a mais de 2.400 anos atrás foi encontrado praticamente intacto no fundo do Mar Negro e de acordo com pesquisadores anunciaram, é o mais antigo naufrágio conhecido.

O navio é um dos mais de 60 naufrágios identificados pelo Projeto de Arqueologia Marítima do Mar Negro, entre os quais existem navios romanos ou uma frota de assalto cossacos do século XVII, revelou a mídia The Guardian.

O navio, com cerca de 23 metros de comprimento, poderia ser grego e foi descoberto praticamente intacto por um veículo operado remotamente.

O mastro, o leme, os bancos de remo do naufrágio estão todos preservados e identificáveis a cerca de 2 mil metros de profundidade.

Segundo os pesquisadores, a falta de oxigênio na água nessa profundidade é o que permitiu o extraordinário estado de conservação do navio, datado de 400 a.C.

“Uma pequena parte do navio foi datada de carbono e é confirmada como o naufrágio intacto mais antigo conhecido pela humanidade”, afirmou o projeto em um comunicado.

“Um navio, sobrevivendo intacto, do mundo clássico, deitado em mais de dois quilômetros de água, é algo que eu nunca teria pensado ser possível”, disse o professor Jon Adams, da Universidade de Southampton, no sul da Inglaterra, principal investigador do projeto.

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O “vaso da sereia” do Museu Britânico: acredita-se que o navio encontrado é muito semelhante ao mostrado nesta embarcação, datando do mesmo período.

“Isso mudará nossa compreensão da construção naval e da navegação no mundo antigo”, disse ele.

Helen Farr, membro da equipe do projeto, explicou à BBC: “Temos fragmentos de naufrágios anteriores, mas esse parece realmente intacto”.

“O projeto como um todo estava analisando as mudanças do nível do mar e a inundação na região do Mar Negro … e os naufrágios são um subproduto feliz disso”, acrescentou.

O arqueólogo Fredrik Hiebert, que buscou naufrágios no Mar Negro em uma expedição anterior patrocinada pela National Geographic, diz que a nova descoberta reforça a idéia de que as águas anóxicas (sem oxigênio) do Mar Negro “são um museu incrivelmente rico de história humana”.

“Esse naufrágio mostra o potencial sem precedentes de preservação no Mar Negro, que tem sido uma encruzilhada chave das culturas mundiais há milhares de anos”, acrescentou Hiebert.

Durante o projeto de três anos, os pesquisadores usaram sistemas especializados de câmeras remotas em alto mar, que normalmente eram usados na exploração de petróleo e gás no alto mar, para mapear o fundo do mar.

Categorias: Ciência

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