Redação BLes – Graças aos dados lançados pelo European Gaia Project, que mapeia um bilhão de estrelas da Via Láctea, foi descoberto um gigantesco “cadáver” que nos permite conhecer em profundidade as origens da nossa galáxia.

A revista Nature publicou um artigo em 31 de outubro que descreve a pesquisa realizada por seus autores, com Amina Helmi e Kathryn Johnston, entre outros.

O instrumento do Projeto Gaia.

O “cadáver” em questão corresponde a uma galáxia que foi vítima da nossa Via Láctea há cerca de 10 bilhões de anos, de acordo com cientistas.

Os pesquisadores confiaram na imagem resultante de 2.000 bilhões de medições nas trajetórias seguidas pelas estrelas, tomando a Via Láctea como uma pista.

Desta forma, destacam-se cerca de 33.000 estrelas que foram incorporadas ao nosso corpo galáctico, vindas de outro lugar, por causa de uma colisão gigantesca e dedurando a nossa galáxia.

A colisão de duas galáxias resulta em uma forma anular e uma cauda.

“A Via Láctea é um canibal. Ela já comeu muitas galáxias anãs no passado, e acabamos de encontrar uma importante que comemos no passado”, disse Kathryn Johnston, astrônoma da Columbia University em Nova York á Space.com.

A Agência Espacial Européia publicou um novo mapa de quase 1,7 bilhões de estrelas da espaçonave Gaia, que oferece a melhor vista da Via Láctea e de galáxias de cores vizinhas.

A astrônoma Johnston, apesar de não estar envolvido na investigação, esclareceu a complexidade da investigação, quase de natureza forense policial, porque se tratava de uma galáxia morta, que não pode mais ser vista hoje, o que acrescenta diversão ao assunto.

As pistas para seguir a trilha para as estrelas envolvidas no caso são dadas por um certo tipo de impressão digital que dedura sua origem.

“Quando você vê como as estrelas se movem, elas na verdade mantêm uma memória de onde nasceram em seus movimentos”, disse Amina Helmi, astrônoma da Universidade de Groningen, na Holanda, que liderou o estudo, segundo o mesmo meio.

O estudo também identificou 600 estrelas vindas do espaço sideral para a Via Láctea, graças ao rastreamento de seus componentes químicos.

A julgar pelo acúmulo de dados não descobertos, o esqueleto da galáxia encontrado corresponde a um tamanho igual a um quinto da nossa galáxia atual, de modo que as duas galáxias não deixaram de ser um grande choque.

O nome atribuído à galáxia antiga, engolida pela atual, é Gaia-Encélado, em homenagem ao instrumento que permitiu a coleta de dados e uma figura mitológica grega.

Categorias: Ciência

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