Redação BLes – Robert Rosenswig, um arqueólogo da Universidade de Albany e líder da equipe de pesquisa, relatou recentemente a descoberta de uma rede de centros urbanos perdidos na selva mexicana com layout e edifícios idênticos.

O pesquisador declarou que usou a tecnologia de detecção aérea LIDAR, uma técnica de varredura a laser projetada a partir de um pequeno avião, para penetrar na densa vegetação e fazer as descobertas.

Desta forma, ele foi capaz de confirmar que o enorme assentamento pré-hispânico da Mesoamérica de Izapa não é uma cidade independente como se pensava anteriormente.

Vista aérea da cidade mesoamericana pre-hispânica de Izapa, em Chiapas, México.

Mas estava cercado por mais de quarenta cidades satélites menores, construídas à imagem e semelhança de sua capital e espalhadas por muitos quilômetros, diz o estudioso de acordo com a Live Science.

Rosenswig diz que encontrou e visitou cada um dos centros urbanos que compunham o que ele chamou de “patrón de Izapa”.

Nos locais, previamente descobertos do ar, ele encontrou restos de cerâmica e outras evidências que datam dos assentamentos no primeiro milênio a.C, confirmando que é o mesmo período de atividade da cidade de Izapa.

O “patrón de Izapa” é composto por mais de quarenta cidades satélites.

Através do LIDAR, Rosenswig conseguiu observar pela primeira vez que – sempre em áreas elevadas – se estende uma rede de centros urbanos e monumentais de baixa ordem, cada uma com uma hierarquia política e uma vida urbana distinta.

Os montes continham casas, templos e outras evidências da ocupação humana. Antes da investigação de sua equipe, não havia evidências da organização regional do reino de Izapa.

Detalhe de uma cidade satélite / tecnologia LIDAR

Os especialistas esperam que esta nova descoberta lance cada vez mais luz sobre a vida política, administrativa e religiosa de Izapa.

Categorias: Ciência

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